Gosto dela assim:
Resumida e vaga,
Sem explicações.
Pois, se pra bom entendedor
Meia palavra basta,
Pra bom pensador
Meia palavra é só o começo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
C'est La Vie
Antes, nada havia.
Depois, nada haverá.
Esta é a vida,
Que por si só é vazia,
Mas que no tempo se propaga,
E na morte se concretiza.
Depois, nada haverá.
Esta é a vida,
Que por si só é vazia,
Mas que no tempo se propaga,
E na morte se concretiza.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Vida Moderna
Compre uma nova vida
Com mais gigahertz,
Gigabytes,
Megapixels.
Pense mais,
Lembre mais,
Veja mais.
Mostre a todos
Que sua vida tem valor,
Mas não custa muito mais
Que uns mil reais.
Compre uma nova vida,
Descarte a antiga,
Mas guarde o chip.
Com mais gigahertz,
Gigabytes,
Megapixels.
Pense mais,
Lembre mais,
Veja mais.
Mostre a todos
Que sua vida tem valor,
Mas não custa muito mais
Que uns mil reais.
Compre uma nova vida,
Descarte a antiga,
Mas guarde o chip.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Cafezinho!
Que vida!
Ando muito exigente!
Por isso digo:
"Hoje eu só que um cafezinho!"
Mas não um nescafé,
Nem aquele expresso feito com pó embalado à vácuo.
Quero um cafezinho feito com grão no ponto,
Moído na hora,
Com uma generosa camada de creme por cima.
Mas não aquele creme com gosto de ovo,
Nem aquele cheio de conservantes.
E que bom seria um bom livro,
Não sobre historias de amor,
Ou sobre lendas urbanas.
Podia ser um livro clássico,
Ou de um grande filósofo,
Ou sobre política.
E uma poltrona confortável?
Melhor que uma cadeira de praia,
Ou um banquinho de madeira.
Podia ficar na varanda,
Sob a sombra do telhado
Com um clima agradável,
Uma brisa suave.
Ou chuva.
Gosto de ler com chuva.
E se for com chuva, que tal uns bolinhos?
Tudo podia ser tão simples assim.
Por isso digo novamente:
"Hoje eu só quero um cafezinho!"
Ando muito exigente!
Por isso digo:
"Hoje eu só que um cafezinho!"
Mas não um nescafé,
Nem aquele expresso feito com pó embalado à vácuo.
Quero um cafezinho feito com grão no ponto,
Moído na hora,
Com uma generosa camada de creme por cima.
Mas não aquele creme com gosto de ovo,
Nem aquele cheio de conservantes.
E que bom seria um bom livro,
Não sobre historias de amor,
Ou sobre lendas urbanas.
Podia ser um livro clássico,
Ou de um grande filósofo,
Ou sobre política.
E uma poltrona confortável?
Melhor que uma cadeira de praia,
Ou um banquinho de madeira.
Podia ficar na varanda,
Sob a sombra do telhado
Com um clima agradável,
Uma brisa suave.
Ou chuva.
Gosto de ler com chuva.
E se for com chuva, que tal uns bolinhos?
Tudo podia ser tão simples assim.
Por isso digo novamente:
"Hoje eu só quero um cafezinho!"
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Sobre Ciência e Incompreensão
Descobri, na frialdade da ciência,
A incapacidade de compreender
Esta angústia, que me desatina.
É este feixe de luz, e de dúvida,
Enclausurado em eterna reflexão.
Tanto sinto, que não penso.
Tanto penso, que não entendo.
Tanto entendo, que sinto.
É a minha dádiva, o meu karma:
O paradoxo, a dualidade, o equilíbrio.
A incapacidade de compreender
Esta angústia, que me desatina.
É este feixe de luz, e de dúvida,
Enclausurado em eterna reflexão.
Tanto sinto, que não penso.
Tanto penso, que não entendo.
Tanto entendo, que sinto.
É a minha dádiva, o meu karma:
O paradoxo, a dualidade, o equilíbrio.
Brincar de Lego
Queria brincar de lego,
Montar,
Desmontar,
Remontar,
Trocar a peça de lugar,
Mudar a cor,
A forma,
A quantidade.
Mas não tinha blocos.
Decidi fazer com palavras.
E vejam só,
Que curioso:
Construí um soneto!
Montar,
Desmontar,
Remontar,
Trocar a peça de lugar,
Mudar a cor,
A forma,
A quantidade.
Mas não tinha blocos.
Decidi fazer com palavras.
E vejam só,
Que curioso:
Construí um soneto!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
E se...
E se eu acordasse cedo amanhã
Só para ver o sol nascer?
E se eu matasse aula
Só pra tomar banho de cachoeira?
E se eu estudasse medicina?
Ou literatura? Ou arquitetura?
E se eu pedisse um aumento?
Ou pedisse demissão?
E se eu fosse caminhar no domingo?
E se chover no domingo?
E se eu tomasse chuva?
E se eu saísse na sexta à noite
E encontrasse o amor da minha vida?
E se eu jogasse tudo pro alto,
E começasse do zero?
E se eu jogasse na loteria?
E se eu comprasse uma casa nova?
E se eu viajasse pelo mundo?
E se eu...
E se...
E se eu tivesse feito tudo isso?
Só para ver o sol nascer?
E se eu matasse aula
Só pra tomar banho de cachoeira?
E se eu estudasse medicina?
Ou literatura? Ou arquitetura?
E se eu pedisse um aumento?
Ou pedisse demissão?
E se eu fosse caminhar no domingo?
E se chover no domingo?
E se eu tomasse chuva?
E se eu saísse na sexta à noite
E encontrasse o amor da minha vida?
E se eu jogasse tudo pro alto,
E começasse do zero?
E se eu jogasse na loteria?
E se eu comprasse uma casa nova?
E se eu viajasse pelo mundo?
E se eu...
E se...
E se eu tivesse feito tudo isso?
Paraíso
Subiu no trem
Para o paraíso
Com a mala cheia.
Cheia de tudo
O que não cabe.
Quis levar a saudade,
Quis levar a lembrança,
Quis levar a felicidade.
Partiu com o trem
Para o paraíso,
Mas deixou a mala
E, com ela,
Saudade,
Lembrança,
E um tímido sorriso
Estampado nos rostos,
Dando a cada um,
Um pouco da alegria
Com que vivera.
Para o paraíso
Com a mala cheia.
Cheia de tudo
O que não cabe.
Quis levar a saudade,
Quis levar a lembrança,
Quis levar a felicidade.
Partiu com o trem
Para o paraíso,
Mas deixou a mala
E, com ela,
Saudade,
Lembrança,
E um tímido sorriso
Estampado nos rostos,
Dando a cada um,
Um pouco da alegria
Com que vivera.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Pessoas
Viajando por um mundo
De infinita poesia
Vi o mestre
Em sua serena natureza,
Guardando rebanhos,
Imerso em seu próprio paradoxo
De pensar em não pensar.
Ouvi Reis e suas odes,
Latinistas,
Monárquicas,
Eruditas.
Vi Reis e seus fascínios
Árcades,
De simplicidade construída,
Forjada em intelecto.
Revisitei Lisboa,
Vislumbrei grandes obras,
Vi a exaltação à modernidade
E às máquinas.
Vi a decadência,
Visitei a Tabacaria,
Regressei ao lar,
Vi a reinvenção da glória
E do sebastianismo.
Vi poetas míticos,
E poetas angustiados.
Vi multiplicidade
E suas contradições.
Vi as diferentes nuances,
Das diferentes pessoas,
Simultaneamente distintas e iguais.
São todas a mesma pessoa.
São todas o mesmo Pessoa.
De infinita poesia
Vi o mestre
Em sua serena natureza,
Guardando rebanhos,
Imerso em seu próprio paradoxo
De pensar em não pensar.
Ouvi Reis e suas odes,
Latinistas,
Monárquicas,
Eruditas.
Vi Reis e seus fascínios
Árcades,
De simplicidade construída,
Forjada em intelecto.
Revisitei Lisboa,
Vislumbrei grandes obras,
Vi a exaltação à modernidade
E às máquinas.
Vi a decadência,
Visitei a Tabacaria,
Regressei ao lar,
Vi a reinvenção da glória
E do sebastianismo.
Vi poetas míticos,
E poetas angustiados.
Vi multiplicidade
E suas contradições.
Vi as diferentes nuances,
Das diferentes pessoas,
Simultaneamente distintas e iguais.
São todas a mesma pessoa.
São todas o mesmo Pessoa.
domingo, 28 de outubro de 2012
Prece
Reze,
Não por uma fé cega,
Não em nome de um deus.
Faça de cada batida de coração
Uma prece.
Mas não se apresse.
A vida é longa,
Tão longa
Quanto o seu coração permitir.
Não por uma fé cega,
Não em nome de um deus.
Faça de cada batida de coração
Uma prece.
Mas não se apresse.
A vida é longa,
Tão longa
Quanto o seu coração permitir.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Homeopatia
Quem foi mesmo que inventou
Que o amor é uma ferida?
Descontentamento?
Dor? Apatia?
Troca a fórmula.
Vem cá amigo,
Toma um gole.
É homeopatia.
É uma dose insana
De devaneios.
É uma dose instantânea
De felicidade.
Que o amor é uma ferida?
Descontentamento?
Dor? Apatia?
Troca a fórmula.
Vem cá amigo,
Toma um gole.
É homeopatia.
É uma dose insana
De devaneios.
É uma dose instantânea
De felicidade.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Preto no Branco
Ruas cinzentas,
Cidades cinzentas,
Nuvens cinzentas,
Pessoas cinzentas.
Será a revolução industrial
E suas máquinas de fumaça?
Será a apatia
Estampada nos rostos?
Serão nuvens carregadas?
Hmm...
Cansei de tudo isso...
Manhêêê!!!
Onde estão os lápis de cor?!?!
Cidades cinzentas,
Nuvens cinzentas,
Pessoas cinzentas.
Será a revolução industrial
E suas máquinas de fumaça?
Será a apatia
Estampada nos rostos?
Serão nuvens carregadas?
Hmm...
Cansei de tudo isso...
Manhêêê!!!
Onde estão os lápis de cor?!?!
Booling
Somos tão diferentes,
Separados não somos nada,
Unidos somos tudo,
As diferenças fazem valer a pena,
Mas se for pra tentar sermos iguais,
Nada mais tem graça.
Somos opostos,
O zero e o um.
Separados não somos nada,
Unidos somos tudo,
As diferenças fazem valer a pena,
Mas se for pra tentar sermos iguais,
Nada mais tem graça.
Somos opostos,
O zero e o um.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Flutuar
Este mundo,
De gravidade física,
Traz-me ao chão,
E aqui me mantém.
Mas leva minha mente,
A um mundo
De gravidade metafísica
E verás que,
Ainda que tudo pese
Em insustentável leveza,
Flutuarei.
De gravidade física,
Traz-me ao chão,
E aqui me mantém.
Mas leva minha mente,
A um mundo
De gravidade metafísica
E verás que,
Ainda que tudo pese
Em insustentável leveza,
Flutuarei.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Ouroboros
Nascimento, Morte.
Renascimento, Morte.
Uma vida, várias existências.
Uma existência, várias vidas.
Cada microexistência, uma mudança.
Cada vida, uma essência.
Cada existência perdura,
Ad aeternum.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Crença
Escondo-me sob meu manto
De insana sanidade.
Acovardo-me sob a regência
De inexoráveis formuletas,
Sob a fria voz
Do matematicamente explicável.
Sigo minha crença
De crer na incontestável
Criadora de incrédulos.
De insana sanidade.
Acovardo-me sob a regência
De inexoráveis formuletas,
Sob a fria voz
Do matematicamente explicável.
Sigo minha crença
De crer na incontestável
Criadora de incrédulos.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Sobre homens e baratas
Conformado em sua conforto,
Confortado em suas normas,
Regulado pela moral,
Moralmente antiética.
Argumenta pelo não querer,
Quando este não é escusa.
Quebra o decoro social,
Quebra o silêncio,
Cala a razão,
Fundamenta o ócio,
E o descaso.
Tudo uma questão de ética,
E estética.
Confortado em suas normas,
Regulado pela moral,
Moralmente antiética.
Argumenta pelo não querer,
Quando este não é escusa.
Quebra o decoro social,
Quebra o silêncio,
Cala a razão,
Fundamenta o ócio,
E o descaso.
Tudo uma questão de ética,
E estética.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Por Escrever
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O Sol e a Lua
Uns tem luz própria,
Outros a refletem,
Mas ainda assim
Iluminam,
Mesmo que suavemente.
Pense em mim e verá
Que sou não o sol,
Mas a suave luz da lua,
Intermitente na parte,
Perene no todo,
No tempo.
Mesmo escondido,
Ou apagado,
Estarei sempre lá.
(hehehe....trocadilhos)
Outros a refletem,
Mas ainda assim
Iluminam,
Mesmo que suavemente.
Pense em mim e verá
Que sou não o sol,
Mas a suave luz da lua,
Intermitente na parte,
Perene no todo,
No tempo.
Mesmo escondido,
Ou apagado,
Estarei sempre lá.
(hehehe....trocadilhos)
terça-feira, 5 de outubro de 2010
f(d)
Há quem pense na distância
Como uma imposição física,
Com consequências metafísicas.
Há quem pense na distância
Como uma variável física,
Necessária ao equilíbrio.
Como uma imposição física,
Com consequências metafísicas.
Há quem pense na distância
Como uma variável física,
Necessária ao equilíbrio.
Metonímia Social
Eis o indivíduo,
E sua opinião.
Ele vaga no mundo
Dos conflitos entre homens,
E da liberdade entre aspas.
Pensa na vontade de fazer
O moralmente proibido:
É bom, mas ele não pode,
Ele quer, mas não pode.
O indivíduo social,
Preso no livre arbítrio,
Mascarado em sua timidez
De escolher o bom para o outro,
Insaciado de seu desejo
De ser aquilo que outro é.
Que é a parte social
Em meio ao todo,
Senão um ente que fala
No futuro do pretérito?
E sua opinião.
Ele vaga no mundo
Dos conflitos entre homens,
E da liberdade entre aspas.
Pensa na vontade de fazer
O moralmente proibido:
É bom, mas ele não pode,
Ele quer, mas não pode.
O indivíduo social,
Preso no livre arbítrio,
Mascarado em sua timidez
De escolher o bom para o outro,
Insaciado de seu desejo
De ser aquilo que outro é.
Que é a parte social
Em meio ao todo,
Senão um ente que fala
No futuro do pretérito?
sábado, 21 de agosto de 2010
The Best Is Yet To Come

Dançam os dedos,
Vibram as cordas
E os tímpanos.
Notas distorcidas,
Limpas,
Sujas,
Aveludadas,
Gritantes,
Alucinantes,
Vibrantes.
Mistura às batidas
Do bumbo
Cadenciado,
E do coração
Aritmado.
Vibram as cordas
Em uníssono,
Vocais agora,
De multidões.
Talvez um pensamento,
Agora,
Mas logo
Uma lembrança.
Será a última
E inesquecível.
O show continua.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ISO 100
Poesia em cores
E luzes,
Tão rápido
Que se escreve
Que nem o pensamento
Concretiza a idéia,
E se tem
tudo pronto,
Gravado a luz
E haletos de prata.
19 de Agosto: Dia Mundial da Fotografia
E luzes,
Tão rápido
Que se escreve
Que nem o pensamento
Concretiza a idéia,
E se tem
tudo pronto,
Gravado a luz
E haletos de prata.
19 de Agosto: Dia Mundial da Fotografia
Lavoisier
Planeta em rotação,
Eterna rotina,
Eterno ciclo vicioso
Da conservação de massa.
Rotina de transformação,
Tudo muda,
Mas tudo continua igual,
Em outro lugar.
Rotina da transmutação,
Destruição,
Rearranjo,
Reconstituição.
Um ciclo
De três pontas.
Reciclagem.
Eterna rotina,
Eterno ciclo vicioso
Da conservação de massa.
Rotina de transformação,
Tudo muda,
Mas tudo continua igual,
Em outro lugar.
Rotina da transmutação,
Destruição,
Rearranjo,
Reconstituição.
Um ciclo
De três pontas.
Reciclagem.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Vilania
Falta-me, às vezes,
A vontade
De simplesmente ser.
Não que não queira viver,
Mas entediado.
Sinto-me morto.
Amaldiçôo-a,
Vil preguiça.
A vontade
De simplesmente ser.
Não que não queira viver,
Mas entediado.
Sinto-me morto.
Amaldiçôo-a,
Vil preguiça.
Temas
Sei lá.
Simples assim.
Vontade fluente,
Realização estagnada.
Falta o concretizar.
Talvez seja isso.
Não quero concreto,
Quero, pois, o vago.
Essa vaguidez,
Ora polida, ora bruta,
Mas que faz pensar,
E sentir, quem sabe.
O concreto está,
E é,
Vazio de interpretações.
Às vezes, ser físico,
Ou o ser físico,
Incomoda.
Ser exato o tempo todo cansa.
Faltam-me as digressões mentais,
As epifanias.
Faltam-me os transcendentais,
E incríveis pensamentos.
Sinto-me em outro eu.
Simples assim.
Vontade fluente,
Realização estagnada.
Falta o concretizar.
Talvez seja isso.
Não quero concreto,
Quero, pois, o vago.
Essa vaguidez,
Ora polida, ora bruta,
Mas que faz pensar,
E sentir, quem sabe.
O concreto está,
E é,
Vazio de interpretações.
Às vezes, ser físico,
Ou o ser físico,
Incomoda.
Ser exato o tempo todo cansa.
Faltam-me as digressões mentais,
As epifanias.
Faltam-me os transcendentais,
E incríveis pensamentos.
Sinto-me em outro eu.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
As Lágrimas Alheias À Tristeza Intrínseca
Chora o céu,
Choram os homens,
O céu derrama lágrimas de alegria
Que escorrem nos rostos
E entristecem.
Sabor amargo,
Na verdade insípido,
Mas insolúvel
Não é por que são melancólicas,
É porque somos melancólicos
E tornamos em dor próxima
O simples passar distante.
Dor sentida,
Sensibilidade sem sentido.
Assim como os problemas
Eles não são.
Tornam-se em verdade pela
Corriqueira menção e idealização.
Eles não existem por si só.
Nós os criamos e eles nos dominam.
Criamos para justificar nossas incapacidades
E acabam eles por nos tornar mais incapazes,
A Criatura domestica o criador.
Não seria mais fácil, matar a larva
Para não enfrentar a fera.
Não pensemos em soluções,
Mas em continuidade do equilíbrio.
Não façamos um remendo
Somente não criemos o buraco a se remendar.
É a hora em que deveríamos parar de pensar,
E passar a viver.
Viver sem o medo
Do que vem de nós,
Viver sem medo do que nos assombraria
A nossa consciência.
---------Coautoria com Cris Kozuki
Choram os homens,
O céu derrama lágrimas de alegria
Que escorrem nos rostos
E entristecem.
Sabor amargo,
Na verdade insípido,
Mas insolúvel
Não é por que são melancólicas,
É porque somos melancólicos
E tornamos em dor próxima
O simples passar distante.
Dor sentida,
Sensibilidade sem sentido.
Assim como os problemas
Eles não são.
Tornam-se em verdade pela
Corriqueira menção e idealização.
Eles não existem por si só.
Nós os criamos e eles nos dominam.
Criamos para justificar nossas incapacidades
E acabam eles por nos tornar mais incapazes,
A Criatura domestica o criador.
Não seria mais fácil, matar a larva
Para não enfrentar a fera.
Não pensemos em soluções,
Mas em continuidade do equilíbrio.
Não façamos um remendo
Somente não criemos o buraco a se remendar.
É a hora em que deveríamos parar de pensar,
E passar a viver.
Viver sem o medo
Do que vem de nós,
Viver sem medo do que nos assombraria
A nossa consciência.
---------Coautoria com Cris Kozuki
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Eu
Tudo que fui:
Uma lembrança,
Tudo que serei:
A esperança,
Tudo que sou:
A incerteza,
Tudo que ainda resta:
Eu.
Uma lembrança,
Tudo que serei:
A esperança,
Tudo que sou:
A incerteza,
Tudo que ainda resta:
Eu.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
VirtuAlive
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Senoide
Puramente, limitada
Entre picos,
Positivos e negativos,
Mas nunca maiores
Que o módulo de 1.
Casualmente interrompida,
Ao fim de um período,
Para que outro comece,
Diferente,
Em outro lugar.
Harmonia,
MHS,
Leis do Universo.
E os pensamentos?
Estão confinados,
Entre nós e ventres.
Desculpa-me Fourier,
Esta senóide não tem série.
Obs.: Idéia do Cris!
Entre picos,
Positivos e negativos,
Mas nunca maiores
Que o módulo de 1.
Casualmente interrompida,
Ao fim de um período,
Para que outro comece,
Diferente,
Em outro lugar.
Harmonia,
MHS,
Leis do Universo.
E os pensamentos?
Estão confinados,
Entre nós e ventres.
Desculpa-me Fourier,
Esta senóide não tem série.
Obs.: Idéia do Cris!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Complexo de Isaac
Capacidade contínua.
Estática, dinâmica.
Cria-se muito bem
Quando tudo que incide
Sobre você resulta em nada.
A resultante nula.
A idéia flui
E se desdobra em outras milhares.
É a reação à ação de tentar.
Consegue-se muito bem.
Agora.
Caneta e papel,
Atrito físico e mental,
A reação de tentar,
Dissipa a ação,
Desaceleração,
Sistema não conservativo,
Temperatura alta,
Cérebro fundindo,
Repouso.
Delta tinta = x,
Delta texto = 0,
Sem ponto final
---> Co autoria com Cris.
Estática, dinâmica.
Cria-se muito bem
Quando tudo que incide
Sobre você resulta em nada.
A resultante nula.
A idéia flui
E se desdobra em outras milhares.
É a reação à ação de tentar.
Consegue-se muito bem.
Agora.
Caneta e papel,
Atrito físico e mental,
A reação de tentar,
Dissipa a ação,
Desaceleração,
Sistema não conservativo,
Temperatura alta,
Cérebro fundindo,
Repouso.
Delta tinta = x,
Delta texto = 0,
Sem ponto final
---> Co autoria com Cris.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Click
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Estrelas
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Monólogo do Ser
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Penumbra
terça-feira, 4 de agosto de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Eu e Definições
Fisicamente sou um corpo,
Quimicamente sou um aglomerado de moléculas,
Biologicamente sou um conjunto de células,
Psicologicamente sou um louco,
Gramaticalmente sou uma redundância,
Poeticamente sou um paradoxo,
Esporadicamente sou eu mesmo,
Esporadicamente sou o outro eu mesmo,
Racionalmente sou humano,
Emocionalmente sou humano,
Humanamente sou engenheiro,
Humanamente sou poeta.
Quimicamente sou um aglomerado de moléculas,
Biologicamente sou um conjunto de células,
Psicologicamente sou um louco,
Gramaticalmente sou uma redundância,
Poeticamente sou um paradoxo,
Esporadicamente sou eu mesmo,
Esporadicamente sou o outro eu mesmo,
Racionalmente sou humano,
Emocionalmente sou humano,
Humanamente sou engenheiro,
Humanamente sou poeta.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Visões

Há quem veja no tudo um nada,
Há quem veja no nada um tudo.
Nos olhos iluminados e cegos de quem vê
O tudo é nada.
Ruas vazias,
Cidade fantasma:
Paisagem inóspita.
Nos olhos escurecidos pela luz
O tudo existe.
Mesmo que onírico
É visto.
Mesmo que epifânico
É vivido
E aproveitado.
Tudo tem cor,
Tudo tem beleza:
Paisagem apolínea.
O mundo é nossos olhos.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Tempo [pt2: Vida]
O que é um século para todo o sempre?Um parte insignificante de um todo.
Um século não levanta montanhas,
Mas ainda assim a montanha não levanta para sempre.
A eternidade é muito mais do que tudo.
E muito menos do que tudo.
O tempo não pode saber de si mesmo,
Afinal ele mesmo não pode saber quando perecerá.
Tudo é efêmero, temporal,
Menos o próprio tempo...atemporal.
Uma vida passa,
Mas nada é para o tempo senão uma contradição:
A morte encerra e inicia a vida para o tempo.
Mas o tempo, sem aquele que o vive,
Não pode ser tempo,
Mas um vazio eterno.
O tempo só é tempo para o homem
E o homem só é homem se houver tempo.
O que é uma vida para o tempo?
Tudo e nada.
O que é o tempo?
Um paradoxo.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Zwei Monaten
Este blog normalmente seviria para eu postar meus poemas...mas, como já explicado em um destes, não tenho encontrado muito o que escrever e este é o motivo deste post.
Primeiro porque eu não queria deixá-lo jogado ao vento.
Segundo, porém muito (mas muuuuuuito) mais importante é porque estou realmente muuuuuito feliz, mas muito feliz mesmo.
Motivo??? Ah, quem me conhece sabe bem. Vindo de mim somente uma coisa poderia me fazer tão feliz assim. Pra falar bem a verdade, foram dois meses muito bons na minha vida (exceto umas provas meio esculachadas).
Oras, fazia tempo que não me via tão feliz assim, mesmo porque meus primeiros sete meses foram um inferno, um caos interno que dava vontade de me mandar pro outro mundo.
Bom, quem vive de passado é museu, né?
Hoje completaram dois meses que eu nem vi passar.
Acho que meu grande amigo Aruã sabe bem o que é isso.
Eu sei que sabe e fico feliz por isso também.
Sem mais delongas...
Primeiro porque eu não queria deixá-lo jogado ao vento.
Segundo, porém muito (mas muuuuuuito) mais importante é porque estou realmente muuuuuito feliz, mas muito feliz mesmo.
Motivo??? Ah, quem me conhece sabe bem. Vindo de mim somente uma coisa poderia me fazer tão feliz assim. Pra falar bem a verdade, foram dois meses muito bons na minha vida (exceto umas provas meio esculachadas).
Oras, fazia tempo que não me via tão feliz assim, mesmo porque meus primeiros sete meses foram um inferno, um caos interno que dava vontade de me mandar pro outro mundo.
Bom, quem vive de passado é museu, né?
Hoje completaram dois meses que eu nem vi passar.
Acho que meu grande amigo Aruã sabe bem o que é isso.
Eu sei que sabe e fico feliz por isso também.
Sem mais delongas...
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Imo
Eu sou apenas um homem
Tentando encontrar uma saída
Para o caos que existe
Dentro de mim.
Minha alma é um labirinto de sentimentos
E uma sinfonia de silêncios mórbidos.
Meu corpo é a prisão da alma,
O segundo desafio para a libertação.
Ó Vento,
Leva-me contigo.
[antigo perfil do blog]
Tentando encontrar uma saída
Para o caos que existe
Dentro de mim.
Minha alma é um labirinto de sentimentos
E uma sinfonia de silêncios mórbidos.
Meu corpo é a prisão da alma,
O segundo desafio para a libertação.
Ó Vento,
Leva-me contigo.
[antigo perfil do blog]
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Poeta
Queria ser um poeta
Sim, sim eu sei,
Sei que já disse outrora
Que escrevo com lágrimas
Mas isso não significa
Que eu goste de derramar
Todo o meu pranto.
O meu prazer está
Em buscar o meu nirvana
Após a tormenta.
O meu prazer está
Em ser sempre um poeta.
Sim, sim eu sei,
Sei que já disse outrora
Que escrevo com lágrimas
Mas isso não significa
Que eu goste de derramar
Todo o meu pranto.
O meu prazer está
Em buscar o meu nirvana
Após a tormenta.
O meu prazer está
Em ser sempre um poeta.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Li nos Olhos
Ah, esses olhos,
De cores e desenhos,
Sonhos e devaneios,
Imagem real
Da perfeição de um sonho.
Sensação inimaginável
De etérea leveza.
Realização sensorial
Do onírico sublime.
Translúcida visão
Do verdadeiramente belo.
Tradução apolínea
Das palavras de Eros
Li nos olhos.
De cores e desenhos,
Sonhos e devaneios,
Imagem real
Da perfeição de um sonho.
Sensação inimaginável
De etérea leveza.
Realização sensorial
Do onírico sublime.
Translúcida visão
Do verdadeiramente belo.
Tradução apolínea
Das palavras de Eros
Li nos olhos.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Palavras
A libertação e a dor,
O alento e a lágrima,
O alívio e a adaga.
Respiração profunda,
Respiração ofegante.
A minha paz,
E o seu caos.
A minha certeza,
E o seu medo.
A minha fuga,
E o seu pranto.
Palavras:
Amor,
Dor,
Perdão.
O alento e a lágrima,
O alívio e a adaga.
Respiração profunda,
Respiração ofegante.
A minha paz,
E o seu caos.
A minha certeza,
E o seu medo.
A minha fuga,
E o seu pranto.
Palavras:
Amor,
Dor,
Perdão.
sábado, 11 de outubro de 2008
Miragem
Eis uma flor
Não consituída de matéria,
Mas de pensamentos
E sentimentos.
Uma visão quixotesca,
Um sonho,
Uma sensação de que tudo é real.
Mas tudo é real,
Menos a flor.
A flor é uma ilusão.
Tem perfume
E é bela,
Mas não é real.
Tem espinhos
E fere,
Mas não é real.
Não pude pegar a flor,
Mas pude senti-la.
Não pude cheirar a flor,
Mas fui fascinado por ela.
Fascinação atordoante.
Apenas um perfume ao vento.
Não consituída de matéria,
Mas de pensamentos
E sentimentos.
Uma visão quixotesca,
Um sonho,
Uma sensação de que tudo é real.
Mas tudo é real,
Menos a flor.
A flor é uma ilusão.
Tem perfume
E é bela,
Mas não é real.
Tem espinhos
E fere,
Mas não é real.
Não pude pegar a flor,
Mas pude senti-la.
Não pude cheirar a flor,
Mas fui fascinado por ela.
Fascinação atordoante.
Apenas um perfume ao vento.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Inspiração
Um dia imaginei ser um poeta
Que escrevesse suas palavras
Com um lápis
Numa folha de papel.
Descobri, porém,
Que não sou este poeta.
Escrevo o que não preciso escrever,
Pois tudo isso eu sinto
E está marcado em meu peito.
Escrevo para aliviar a tortura
De meus devaneios
E de minhas próprias implosões.
Minha inspiração é a dor
E eu escrevo com lágrimas.
Palavras já não são mais necessárias.
Que escrevesse suas palavras
Com um lápis
Numa folha de papel.
Descobri, porém,
Que não sou este poeta.
Escrevo o que não preciso escrever,
Pois tudo isso eu sinto
E está marcado em meu peito.
Escrevo para aliviar a tortura
De meus devaneios
E de minhas próprias implosões.
Minha inspiração é a dor
E eu escrevo com lágrimas.
Palavras já não são mais necessárias.
sábado, 27 de setembro de 2008
Sonho
Quem dera eu fosse um poeta
E você fosse minha poesia.
Quem dera eu fosse a poesia
E você fosse a inspiração.
Quem dera eu fosse a inspiração
E você fosse um sonho.
Quem dera tudo isso fosse um sonho
E seu amor fosse real.
E você fosse minha poesia.
Quem dera eu fosse a poesia
E você fosse a inspiração.
Quem dera eu fosse a inspiração
E você fosse um sonho.
Quem dera tudo isso fosse um sonho
E seu amor fosse real.
Tempo
O tempo dirá,
Mas ele não tem voz.
Espera-se o futuro
Que nunca chega.
Olha-se para aquilo que já foi
E não mais será.
O rio sempre muda
Mas deságua no mesmo ponto.
A vida é curta,
Mas toda vida é igual,
Todo tempo é igual
O tempo é atemporal.
Mas ele não tem voz.
Espera-se o futuro
Que nunca chega.
Olha-se para aquilo que já foi
E não mais será.
O rio sempre muda
Mas deságua no mesmo ponto.
A vida é curta,
Mas toda vida é igual,
Todo tempo é igual
O tempo é atemporal.
Estranho Deja Vu
Toda razão é sentida,
Todo sentimento tem uma razão.
Yin, Yang:
Equilíbrio entre opostos.
Desequilíbrio.
Construção, destruição.
Caos:
Corpo e mente em conflito,
Alma tempestuosa,
Coração arritmado,
Pensamentos sem nexo,
Confusão entre fictício e factual.
Dúvida refletida:
Sentir sistematicamente,
Pensar emocionalmente.
Instabilidade.
Efeito borboleta,
Ciclo vicioso:
Estranho deja vu.
Todo sentimento tem uma razão.
Yin, Yang:
Equilíbrio entre opostos.
Desequilíbrio.
Construção, destruição.
Caos:
Corpo e mente em conflito,
Alma tempestuosa,
Coração arritmado,
Pensamentos sem nexo,
Confusão entre fictício e factual.
Dúvida refletida:
Sentir sistematicamente,
Pensar emocionalmente.
Instabilidade.
Efeito borboleta,
Ciclo vicioso:
Estranho deja vu.
Engenheiro das Emoções
Engenheiro irracional
Perdido no labirinto
Que ele mesmo construiu
Sem conhecer os caminhos,
Os becos-sem-saída
Nem a saída.
Engenheiro emocionalmente irracional,
Sistematicamente emocional,
Caoticamente calculista,
Perdido em suas emoções
E em seus pensamentos,
À beira de um abismo.
Engenheiro sem razão,
Sem calcular consequências,
Sem saber que pode ferir,
Sem saber que erra,
Vê seu labirinto desmoronar
Sobre ele e sobre aqueles
Que um dia envolveu
Em suas monstruosa criação.
Então ele se encontra no abismo.
Um monstro abissal.
Engenheiro das emoções,
Procurando uma razão
Para o que sente sem pensar,
E para o que pensa sem sentir.
Paradoxo.
E sente,
E pensa,
E não sente,
E não pensa,
Não sabe mais quem é,
Nem o que é.
Perdido no labirinto
Que ele mesmo construiu
Sem conhecer os caminhos,
Os becos-sem-saída
Nem a saída.
Engenheiro emocionalmente irracional,
Sistematicamente emocional,
Caoticamente calculista,
Perdido em suas emoções
E em seus pensamentos,
À beira de um abismo.
Engenheiro sem razão,
Sem calcular consequências,
Sem saber que pode ferir,
Sem saber que erra,
Vê seu labirinto desmoronar
Sobre ele e sobre aqueles
Que um dia envolveu
Em suas monstruosa criação.
Então ele se encontra no abismo.
Um monstro abissal.
Engenheiro das emoções,
Procurando uma razão
Para o que sente sem pensar,
E para o que pensa sem sentir.
Paradoxo.
E sente,
E pensa,
E não sente,
E não pensa,
Não sabe mais quem é,
Nem o que é.
Homem Biomecânico
Linha de montagem,
Produção em série
Indústria de controle de mentes,
Informação e hipnose.
Caracterização infalível.
Desumanização.
Massificação ordenada.
Armadura orgânica,
Máscara viva,
Sem face,
Esqueleto metálico,
Mente programável
Controlável.
Eis que surge o homem biomecânico.
Produção em série
Indústria de controle de mentes,
Informação e hipnose.
Caracterização infalível.
Desumanização.
Massificação ordenada.
Armadura orgânica,
Máscara viva,
Sem face,
Esqueleto metálico,
Mente programável
Controlável.
Eis que surge o homem biomecânico.
Sinédoque
I
Às vezes olho para o céu da noite
E vejo a lua e conto estrelas.
Como é grande o Universo.
E como eu sou pequeno.
Olho para a natureza do mundo
E vejo como segue o ciclo da vida
Do qual faço parte.
Tudo é tão perfeitamente impensado.
Refugio-me sob o tapete de nuvens
E aproveito a chuva que molha meu corpo
E lava meus pensamentos e minha alma.
Sou vivo.
II
Perto de tanta grandeza
E beleza,
E perfeição,
Sinto-me tão só.
Que estranha solidão
Quando estou rodeado
De tudo que me faz bem,
Quando estou completo
Das partes que sempre foram minhas.
Não me sinto só,
Eu sou só.
Eu sou a chuva que cai,
Eu sou a perfeição impensada,
Eu sou o Universo,
Eu sou Deus.
Eu sou a parte,
Eu sou o todo,
Eu sou um,
Eu sou tudo,
Tudo é um, um é tudo.
Às vezes olho para o céu da noite
E vejo a lua e conto estrelas.
Como é grande o Universo.
E como eu sou pequeno.
Olho para a natureza do mundo
E vejo como segue o ciclo da vida
Do qual faço parte.
Tudo é tão perfeitamente impensado.
Refugio-me sob o tapete de nuvens
E aproveito a chuva que molha meu corpo
E lava meus pensamentos e minha alma.
Sou vivo.
II
Perto de tanta grandeza
E beleza,
E perfeição,
Sinto-me tão só.
Que estranha solidão
Quando estou rodeado
De tudo que me faz bem,
Quando estou completo
Das partes que sempre foram minhas.
Não me sinto só,
Eu sou só.
Eu sou a chuva que cai,
Eu sou a perfeição impensada,
Eu sou o Universo,
Eu sou Deus.
Eu sou a parte,
Eu sou o todo,
Eu sou um,
Eu sou tudo,
Tudo é um, um é tudo.
O Poeta e o Vento
Uma folha de papel ao vento,
Belas palavras em vão
Voam em direção ao esquecimento
E carregam consigo o amor,
Que elas eternizaram,
Quando escritas a lápis.
Vento,
Leva para longe deste coração
A essência de meus dizeres.
Liberta deste corpo a alma que nele há,
Salva-a deste cárcere.
Liberta deste mundo o homem que nele vive e sonha,
Salva-o da ilusão.
Leva contigo este corpo e esta alma,
Esta vida e este amor.
Faze de mim parte de ti,
Para que eu possa carregar a minha própria essência
Para todo o sempre.
Quero ser o vento que carrega o meu amor,
Eternizado, não em palavras,
Mas na alma que carrego
Enquanto homem,
Enquanto poeta,
Enquanto o próprio vento.
Belas palavras em vão
Voam em direção ao esquecimento
E carregam consigo o amor,
Que elas eternizaram,
Quando escritas a lápis.
Vento,
Leva para longe deste coração
A essência de meus dizeres.
Liberta deste corpo a alma que nele há,
Salva-a deste cárcere.
Liberta deste mundo o homem que nele vive e sonha,
Salva-o da ilusão.
Leva contigo este corpo e esta alma,
Esta vida e este amor.
Faze de mim parte de ti,
Para que eu possa carregar a minha própria essência
Para todo o sempre.
Quero ser o vento que carrega o meu amor,
Eternizado, não em palavras,
Mas na alma que carrego
Enquanto homem,
Enquanto poeta,
Enquanto o próprio vento.
Amor, Sonhos e Utopias
O amor é a maior das utopias
De utopias vive o mundo
O mundo e nossos olhos
São todos cegos.
As utopias criam loucos
E criam distâncias
Distâncias atrozes não impedem
Que este louco ame.
Eu tenho olhos
Capazes de enxergar,
Sou louco por minhas utopias.
Mas elas não são utopias,
Pois são concretas
Dentro de mim.
Meu amor não vem dos sonhos
Os sonhos vêm do amor
Sonhos são utopias
Meu amor é real e constante
E dele vêm as utopias.
Assinar:
Comentários (Atom)









