sábado, 27 de setembro de 2008

O Poeta e o Vento

Uma folha de papel ao vento,
Belas palavras em vão
Voam em direção ao esquecimento
E carregam consigo o amor,
Que elas eternizaram,
Quando escritas a lápis.
Vento,
Leva para longe deste coração
A essência de meus dizeres.
Liberta deste corpo a alma que nele há,
Salva-a deste cárcere.
Liberta deste mundo o homem que nele vive e sonha,
Salva-o da ilusão.
Leva contigo este corpo e esta alma,
Esta vida e este amor.
Faze de mim parte de ti,
Para que eu possa carregar a minha própria essência
Para todo o sempre.
Quero ser o vento que carrega o meu amor,
Eternizado, não em palavras,
Mas na alma que carrego
Enquanto homem,
Enquanto poeta,
Enquanto o próprio vento.

Um comentário:

Unknown disse...

Grande Raul!!!
Seu blog, está sensacional!!!
Continue escrevendo, que suas poesias são profundas e brilhantes!!!
Escrever é uma arte, e só que tem este dom, consegue distinguir o que ela significa!!!
Parabéns mais uma vez!!!
Abração!!!