sábado, 31 de janeiro de 2009

Visões


Há quem veja no tudo um nada,
Há quem veja no nada um tudo.
Nos olhos iluminados e cegos de quem vê
O tudo é nada.
Ruas vazias,
Cidade fantasma:
Paisagem inóspita.
Nos olhos escurecidos pela luz
O tudo existe.
Mesmo que onírico
É visto.
Mesmo que epifânico
É vivido
E aproveitado.
Tudo tem cor,
Tudo tem beleza:
Paisagem apolínea.
O mundo é nossos olhos.

Um comentário:

Dani disse...

Cara, eu amei! Esses seus poemas transcedentais são os melhores ^^
E acho que, por incrível que pareça, eu entendi o que vc quis dizer.
Não pare de escrever nunca.

Amo vc