Chora o céu,
Choram os homens,
O céu derrama lágrimas de alegria
Que escorrem nos rostos
E entristecem.
Sabor amargo,
Na verdade insípido,
Mas insolúvel
Não é por que são melancólicas,
É porque somos melancólicos
E tornamos em dor próxima
O simples passar distante.
Dor sentida,
Sensibilidade sem sentido.
Assim como os problemas
Eles não são.
Tornam-se em verdade pela
Corriqueira menção e idealização.
Eles não existem por si só.
Nós os criamos e eles nos dominam.
Criamos para justificar nossas incapacidades
E acabam eles por nos tornar mais incapazes,
A Criatura domestica o criador.
Não seria mais fácil, matar a larva
Para não enfrentar a fera.
Não pensemos em soluções,
Mas em continuidade do equilíbrio.
Não façamos um remendo
Somente não criemos o buraco a se remendar.
É a hora em que deveríamos parar de pensar,
E passar a viver.
Viver sem o medo
Do que vem de nós,
Viver sem medo do que nos assombraria
A nossa consciência.
---------Coautoria com Cris Kozuki
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Eu
Tudo que fui:
Uma lembrança,
Tudo que serei:
A esperança,
Tudo que sou:
A incerteza,
Tudo que ainda resta:
Eu.
Uma lembrança,
Tudo que serei:
A esperança,
Tudo que sou:
A incerteza,
Tudo que ainda resta:
Eu.
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