Chora o céu,
Choram os homens,
O céu derrama lágrimas de alegria
Que escorrem nos rostos
E entristecem.
Sabor amargo,
Na verdade insípido,
Mas insolúvel
Não é por que são melancólicas,
É porque somos melancólicos
E tornamos em dor próxima
O simples passar distante.
Dor sentida,
Sensibilidade sem sentido.
Assim como os problemas
Eles não são.
Tornam-se em verdade pela
Corriqueira menção e idealização.
Eles não existem por si só.
Nós os criamos e eles nos dominam.
Criamos para justificar nossas incapacidades
E acabam eles por nos tornar mais incapazes,
A Criatura domestica o criador.
Não seria mais fácil, matar a larva
Para não enfrentar a fera.
Não pensemos em soluções,
Mas em continuidade do equilíbrio.
Não façamos um remendo
Somente não criemos o buraco a se remendar.
É a hora em que deveríamos parar de pensar,
E passar a viver.
Viver sem o medo
Do que vem de nós,
Viver sem medo do que nos assombraria
A nossa consciência.
---------Coautoria com Cris Kozuki
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Eu
Tudo que fui:
Uma lembrança,
Tudo que serei:
A esperança,
Tudo que sou:
A incerteza,
Tudo que ainda resta:
Eu.
Uma lembrança,
Tudo que serei:
A esperança,
Tudo que sou:
A incerteza,
Tudo que ainda resta:
Eu.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
VirtuAlive
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Senoide
Puramente, limitada
Entre picos,
Positivos e negativos,
Mas nunca maiores
Que o módulo de 1.
Casualmente interrompida,
Ao fim de um período,
Para que outro comece,
Diferente,
Em outro lugar.
Harmonia,
MHS,
Leis do Universo.
E os pensamentos?
Estão confinados,
Entre nós e ventres.
Desculpa-me Fourier,
Esta senóide não tem série.
Obs.: Idéia do Cris!
Entre picos,
Positivos e negativos,
Mas nunca maiores
Que o módulo de 1.
Casualmente interrompida,
Ao fim de um período,
Para que outro comece,
Diferente,
Em outro lugar.
Harmonia,
MHS,
Leis do Universo.
E os pensamentos?
Estão confinados,
Entre nós e ventres.
Desculpa-me Fourier,
Esta senóide não tem série.
Obs.: Idéia do Cris!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Complexo de Isaac
Capacidade contínua.
Estática, dinâmica.
Cria-se muito bem
Quando tudo que incide
Sobre você resulta em nada.
A resultante nula.
A idéia flui
E se desdobra em outras milhares.
É a reação à ação de tentar.
Consegue-se muito bem.
Agora.
Caneta e papel,
Atrito físico e mental,
A reação de tentar,
Dissipa a ação,
Desaceleração,
Sistema não conservativo,
Temperatura alta,
Cérebro fundindo,
Repouso.
Delta tinta = x,
Delta texto = 0,
Sem ponto final
---> Co autoria com Cris.
Estática, dinâmica.
Cria-se muito bem
Quando tudo que incide
Sobre você resulta em nada.
A resultante nula.
A idéia flui
E se desdobra em outras milhares.
É a reação à ação de tentar.
Consegue-se muito bem.
Agora.
Caneta e papel,
Atrito físico e mental,
A reação de tentar,
Dissipa a ação,
Desaceleração,
Sistema não conservativo,
Temperatura alta,
Cérebro fundindo,
Repouso.
Delta tinta = x,
Delta texto = 0,
Sem ponto final
---> Co autoria com Cris.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Click
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Estrelas
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Monólogo do Ser
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Penumbra
terça-feira, 4 de agosto de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Eu e Definições
Fisicamente sou um corpo,
Quimicamente sou um aglomerado de moléculas,
Biologicamente sou um conjunto de células,
Psicologicamente sou um louco,
Gramaticalmente sou uma redundância,
Poeticamente sou um paradoxo,
Esporadicamente sou eu mesmo,
Esporadicamente sou o outro eu mesmo,
Racionalmente sou humano,
Emocionalmente sou humano,
Humanamente sou engenheiro,
Humanamente sou poeta.
Quimicamente sou um aglomerado de moléculas,
Biologicamente sou um conjunto de células,
Psicologicamente sou um louco,
Gramaticalmente sou uma redundância,
Poeticamente sou um paradoxo,
Esporadicamente sou eu mesmo,
Esporadicamente sou o outro eu mesmo,
Racionalmente sou humano,
Emocionalmente sou humano,
Humanamente sou engenheiro,
Humanamente sou poeta.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Visões

Há quem veja no tudo um nada,
Há quem veja no nada um tudo.
Nos olhos iluminados e cegos de quem vê
O tudo é nada.
Ruas vazias,
Cidade fantasma:
Paisagem inóspita.
Nos olhos escurecidos pela luz
O tudo existe.
Mesmo que onírico
É visto.
Mesmo que epifânico
É vivido
E aproveitado.
Tudo tem cor,
Tudo tem beleza:
Paisagem apolínea.
O mundo é nossos olhos.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Tempo [pt2: Vida]
O que é um século para todo o sempre?Um parte insignificante de um todo.
Um século não levanta montanhas,
Mas ainda assim a montanha não levanta para sempre.
A eternidade é muito mais do que tudo.
E muito menos do que tudo.
O tempo não pode saber de si mesmo,
Afinal ele mesmo não pode saber quando perecerá.
Tudo é efêmero, temporal,
Menos o próprio tempo...atemporal.
Uma vida passa,
Mas nada é para o tempo senão uma contradição:
A morte encerra e inicia a vida para o tempo.
Mas o tempo, sem aquele que o vive,
Não pode ser tempo,
Mas um vazio eterno.
O tempo só é tempo para o homem
E o homem só é homem se houver tempo.
O que é uma vida para o tempo?
Tudo e nada.
O que é o tempo?
Um paradoxo.
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