quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Li nos Olhos

Ah, esses olhos,
De cores e desenhos,
Sonhos e devaneios,
Imagem real
Da perfeição de um sonho.
Sensação inimaginável
De etérea leveza.
Realização sensorial
Do onírico sublime.
Translúcida visão
Do verdadeiramente belo.
Tradução apolínea
Das palavras de Eros
Li nos olhos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Palavras

A libertação e a dor,
O alento e a lágrima,
O alívio e a adaga.

Respiração profunda,
Respiração ofegante.
A minha paz,
E o seu caos.
A minha certeza,
E o seu medo.
A minha fuga,
E o seu pranto.

Palavras:
Amor,
Dor,
Perdão.

sábado, 11 de outubro de 2008

Miragem

Eis uma flor
Não consituída de matéria,
Mas de pensamentos
E sentimentos.

Uma visão quixotesca,
Um sonho,
Uma sensação de que tudo é real.
Mas tudo é real,
Menos a flor.

A flor é uma ilusão.
Tem perfume
E é bela,
Mas não é real.
Tem espinhos
E fere,
Mas não é real.

Não pude pegar a flor,
Mas pude senti-la.
Não pude cheirar a flor,
Mas fui fascinado por ela.
Fascinação atordoante.
Apenas um perfume ao vento.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Inspiração

Um dia imaginei ser um poeta
Que escrevesse suas palavras
Com um lápis
Numa folha de papel.

Descobri, porém,
Que não sou este poeta.
Escrevo o que não preciso escrever,
Pois tudo isso eu sinto
E está marcado em meu peito.

Escrevo para aliviar a tortura
De meus devaneios
E de minhas próprias implosões.

Minha inspiração é a dor
E eu escrevo com lágrimas.
Palavras já não são mais necessárias.